Relacionamento

A DOR DE UMA SEPARAÇÃO

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Há quase 2 meses estou ensaiando para escrever este post. Rascunhei mentalmente diversas formas de começar, mas sempre desistia, pensei em não dizer nada, deixar as coisas acontecerem naturalmente e vocês acabariam percebendo, porém, pensei o seguinte: O que eu mais gosto na vida é me inspirar nas histórias de pessoas que admiro, adoro ver a trajetória de uma pessoa e aprender com ela, sendo assim, me senti no “dever” (não no sentido da obrigação, mas do coração) de vir contar uma história pra vocês.

Quem me acompanha por aqui sabe bastante coisa da minha vida, sabe o que eu gosto de comer, de vestir, sabe das minhas dificuldades, dos meus pontos de vista, acompanharam a trajetória da minha ex – empresa e acompanharam de perto o meu relacionamento.

É sobre essa última história que eu gostaria de falar e estou buscando coragem no fundo da alma pra ver de onde começo. Foram 8 anos de relacionamento, uma história bonita, cheia de alegrias e desafios – como qualquer outra – mas que, de uns tempos pra cá, veio dando sinais de desgaste até que chegou ao fim. É muito difícil falar sobre isso, aproveito que estou na companhia do bombeiro que veio consertar a minha privada e me encho de coragem para escrever, meu coração chega a estar batendo na boca.

O fim de uma relação é algo muito misterioso, a dor de uma separação é tristeza pura, a não ser que tenha acontecido alguma coisa muito grave, o que não foi o meu caso, é geralmente inexplicável, quase impossível de se colocar em palavras. É muito mais uma questão de sentir do que de falar. A gente sente, eu senti, sabemos quando é hora de buscar um caminho novo, diferente, respirar novos ares, reaprender. Se relacionar tão intimamente com uma pessoa é algo tão mágico quanto desafiador, nunca sabemos ao certo o que esperar, como agir, é um aprendizado sem fim.

Estou neste momento sentindo todos os sentimentos do mundo. Sinto medo, alegria, pânico, ansiedade, tristeza, raiva, euforia, descrença, preguiça, angústia… Tudo o que vocês puderem imaginar. Eu sempre gostei de estar ao lado de uma pessoa, sempre gostei de dividir a vida com alguém, acredito no amor, acredito que a construção a dois é mais prazeirosa, acredito que juntos vamos mais longe, acredito no casamento – mesmo não tendo me casado de fato –  e não casei com uma pessoa pensando em me separar, aconteceu, mas, ainda assim, por mais que eu esteja vivendo um turbilhão de emoções, eu não vou deixar de acreditar em nada disso. Não sinto nenhuma revolta que me faça desacreditar que sentimentos bons e recíprocos existam.

Pouquíssimas pessoas sabiam que eu estava vivendo um processo de separação, eu mesma demorei um bocado de tempo pra entender o que estava acontecendo, preferi viver e entender essa nova realidade comigo mesma, antes de falar qualquer coisa, até mesmo porque, como eu disse, eu não estava conseguindo colocar em palavras. Chegar em casa com a casa vazia, acordar sozinha, tomar café da manhã sozinha, passar um domingo sozinha, não ter uma pessoa do lado 24 horas por dia e 7 dias por semana, foram alguns dos momentos que me tiraram totalmente do eixo, me deixaram sem chão, é quase como que reaprender a viver, a respirar, a sensação é de “o primeiro dia de vida” mesmo. Mas, eu havia escolhido vivê-los, era a condição para a nova vida que gritava dentro de mim, uma vida que eu não fazia a menor idéia de como seria, se, de fato, eu iria me adaptar a ela. Estava pulando numa piscina de água gelada cheia de medo, mas consciente que poderia aprender a nadar e me acostumaria com o frio.

Não sei definir ao certo como estou, essa situação é algo que mexe com todos os sentidos, contudo, se eu tivesse que escolher um só sentimento, eu diria que estou acreditando sem ver, que é como eu defino a minha fé. A dor de uma separação é muito forte, o vazio, a solidão, a incerteza do futuro, tudo isso é muito latente. Mas, eu prefiro acreditar que as coisas acontecem sempre pelo melhor, e, mesmo que ainda esteja difícil, não é clichè dizer que o tempo se encarregará de colocar as coisas no lugar, é verdade, os sentimentos hão de se acalmar, o tempo apazigua e a vida volta a seguir o seu fluxo normal…

Sei que muitas de vocês também já passaram por momentos assim, tem muita coisa na vida que conseguimos antecipar e nos preparar, uma separação não é uma dessas coisas, embora nunca estejamos preparadas, é algo que faz parte da existência; estar junto, estar separado, estaremos sempre em busca do que deixa o coração tranquilo e a alma leve, é exatamente isso o que quero pra mim e o que desejo de volta, do fundo do meu coração, eu tenho muito orgulho de todas as nossas histórias.

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Um ciclo que se encerra é, ao mesmo tempo, um novo que se inicia.

Se você já viveu ou sentiu algo parecido, conta a sua história também, vamos nos fortalecer!

Com carinho,

Beta

6 Comments

  1. Gabi

    28 de novembro de 2016 at 22:39

    “É um aprendizado sem fim”… não só os relacionamentos, mas a vida como um todo né?! Mudança é uma coisa extremamente dolorosa pra psique de qualquer um, mesmo quando é uma mudança boa, mesmo quando é necessária. Que dirá quando significa deixar de ter por perto alguém que a gente quer tão bem. E mais do que deixar pra trás um alguém, um lugar, uma situação- a gente deixa pra trás o nosso eu anterior. Por isso que dói tanto. São dores do crescimento 😉

  2. Beta

    29 de novembro de 2016 at 16:21

    É verdade, Gabi, o mais difícil é realmente isso, deixar um (ou dois) alguém pra trás e recomeçar. Mas ao mesmo tempo que é desafiador, é excitante. Crescer faz parte! Um beijo carinhoso!

  3. Julia

    29 de novembro de 2016 at 21:47

    Força amiga! Estou aqui pra vc! Beijos!!!!???

  4. Beta

    29 de novembro de 2016 at 22:42

    Obrigada, eu sinto o carinho daqui! S2

  5. Iara

    1 de dezembro de 2016 at 17:24

    UAU!!! E eu só li agora!!! Como dói, amiga. Separação dói de qualquer jeito. Querendo, não querendo, gostando da pessoa ou não. Mas o fato é que o maior dos clichês, o clichezão MASTER funciona mesmo (e nós sabemos disso!!!!): tempo, mano velho… Esse sim resolve!!!! Luv u!!!!! 4Evah!!!!

  6. Beta

    11 de dezembro de 2016 at 23:07

    Como dói, como é difícil. Mas no final, depois que o tempo se encarregou de trabalhar, o que fica são as histórias, não é mesmo? Obrigada pelo carinho, amiga!

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