Buenos Aires: A decisão e a experiência de viajar sozinha

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Você já viajou sozinha alguma vez? Já cogitou essa possibilidade?

Viajar sozinha nunca havia sido um sonho, nunca sequer havia cogitado o fato de passar alguns dias completamente sozinha em uma cidade que eu não conhecia, porém, esse raciocínio teve fim quando eu descobri que teria uns dias de folga e não pensei duas vezes: eu iria fazer uma viagem sozinha, sim.

Meu destino escolhido foi Buenos Aires, pela atmosfera parisiense que permeia a cidade, a qual muito me encanta, e pela relativa facilidade em se chegar até lá.

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Em dois dias eu tomei a decisão e tentei organizar o máximo de coisas que se consegue organizar num curtíssimo intervalo de tempo. Concentrei nas passagens e na hospedagem. A escala no Rio, na ida e na volta, que tomaria muito tempo e poderia ser um contratempo, a princípio, acabou se revelando como um ponto positivo, pois tenho amigos na cidade e a eles estava devendo uma visita, desta forma, aproveitei a oportunidade para revê-los e pernoitar por lá. Quanto à hospedagem, queria também viver minha primeira experiência em alugar um flat só pra mim, estava disposta a bancar o pacote da “viagem sozinha” todo.

Eu não tive tempo de planejar roteiro, de pensar numa mala funcional, de contactar conhecidos na cidade, nada nada. Apenas fiz o que foi possível, o essencial.

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O que eu pretendia com essa viagem, independente de qual fosse o destino, era me desligar de algumas coisas e me conectar com outras. Não estava preocupada em quantos pontos turísticos iria visitar, ou em quantos restaurantes iria jantar. Eu queria fazer o que me apetecesse na hora, fazer nada se fosse o caso, vagar por ruas desconhecidas, dormir e acordar sem o menor compromisso, tomar café, ler e praticar muito “people watching”.

Cheguei em Buenos Aires um tanto perdida devido a correria e o cansaço, peguei um taxi que me perguntou em inglês, português e espanhol se eu queria pagar em reais, pesos ou dólares, fiquei mais perdida do que eu já estava e percebi, naquele momento, que a minha aventura estava apenas começando.

Felizmente, a anfitriã do Airbnb estava me esperando pontualmente, me recebeu com cordialidade, me apresentou o flat e me deixou sozinha. Sem saber se ligava o computador e tentava organizar um roteirinho express, ou se enrolava o cachecol no pescoço e partia a caminhar, fiquei com a segunda opção.

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Eu não fazia a menor idéia de nada, não tinha noção nenhuma de localização, desci do apartamento e escolhi caminhar pra direita, entrei num supermercado, comprei uma torta de legumes e um yogurte e continuei caminhando, e comendo, até que, muitas quadras depois, chego na Plaza Itália, lotada de sebos.

Depois de olhar atentamente para cada micro detalhe e tentar entender um pouco do que estava acontecendo comigo, e a minha volta, agora de barriga cheia, eu finalmente consegui relaxar. Não haveria o menor espaço para tédio e ansiedade, os próximos dias seriam incríveis e eu, certamente, os aproveitaria ao máximo.

E assim foi.

Viajar sozinha faz com que preocupemos menos com coisas como: comer, comprar, badalar e nos obriga a pensar mais em coisas do tipo: o que eu estou fazendo aqui, o que estou fazendo com a minha vida, sou feliz?

Vocês concordam com isso? Já viveram algo parecido? Deixem suas histórias nos comentários.

(Vou contar ainda muitas outras histórias sobre viajar sozinha, minhas experiências e percepções, e compartilhar os meus achados em Buenos Aires, aguardem!)

 

 

Fotos Henderson Moret especial para o Beta Stories

 

 

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junho 20, 2017 7:53 am

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