CARINA FALA: AMOR, SOLIDÃO E SOLITUDE

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betamaia_amor

“Você ficará surpresa ao saber que a palavra inglesa love vem da palavra sânscrita lobba, que significa cobiça”. Com essas instigantes palavras, Osho começa “Amor, Liberdade e Solitude”, um de seus livros que faz parte da minha história.

Eu conheci Osho (e sua idéia de Solitude) em uma crônica do Rubem Alves – que é outro autor da minha cabeceira – que falava de um jovem que amava a solidão mas cedia aos fantasmas que surgiam quando, num sábado a noite, ele imagina os amigos em festas, sem se lembrarem dele e, assim, cedendo aos fantasmas, vestia-se e ia à festa em detrimento dos livros, filmes e músicas onde ele gostaria de estar. Ali, “divertindo-se” entre muitos, é que ele encontrava a tristeza da solidão. Rubem Alves diz ao jovem: “sua tristeza não vem da solidão, mas dos fantasmas que surgem dela.” 

Essa crônica me trouxe um enorme conforto. Adoro estar em minha exclusiva presença. Esse espaço é essencial pra mim! E, no momento em que a li, era de mim “exigido” estar na rua para “conhecer pessoas”, quando o que me fazia feliz era estar na minha casa, vendo todos os filmes que tinham “amor” no título, lendo todos os romances espíritas que eram publicados, saindo pra jantar com minhas amigas e correndo no Parque do Sabiá.

Senti o que é Solitude, de que fala o Osho: completude; você é um todo e não há outra metade para completá-lo.

Tirar da solidão toda idéia negativa que sobre ela fez recair a nossa cultura é maravilhoso!!! Valoriza a completude do ser, que acredito seja nosso ideal; destrói a idéia de que devemos viver em busca da “outra metade”, da qual fomos separados pela fúria dos Deuses narrada no Banquete, de Platão; desvincula a felicidade do “estar acompanhado” aliando-a ao “estar acompanhado de você” e, assim, ser capaz de compartilhar o amor que se tem sem “cobiçar” o outro e as qualidades; indica que casamento ou relação alguma será capaz de afastar sua solidão – ela é sua! E isso pode ser bom; traz a idéia de que a nossa felicidade depende exclusivamente de nós mesmos e é nossa responsabilidade cuidar de fazer alegre o caminhar, plantando as flores que farão as borboletas se aproximarem…

Não estou fazendo apologia à solidão – longe de mim! – mas ao amor próprio, que me parece o melhor caminho para que tenhamos relações de AFETO de verdade: “chegará o instante em que me darás a mão, não mais por solidão, mas como eu agora: por amor.”(Clarice Lispector)

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A Carina já falou sobre Falar e sobre Casamento.

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outubro 14, 2015 1:09 pm

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