#CARREIRA 6: TENHA FÉ EM VOCÊ. TENHA FÉ NA VIDA.

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Sabe aquele momento que você finalmente descobre o que quer fazer, as pessoas te elogiam pelo seu trabalho, mas as coisas não acontecem? Ninguém vive só de elogio, ninguém vive só de amor (seria ótimo mas ainda não inventaram essa fórmula!), é preciso ver as coisas acontecerem de fato.

Eu já me senti como se fosse uma fraude um zilhão de vezes, já questionei a qualidade do meu trabalho incansavelmente, já estive ao ponto de abandonar tudo e me mudar para Machu Picchu. Verdade. Todo esse processo de questionamento foi super importante para chegar a algumas conclusões, mas sem dúvida, a mais importante delas é também a mais simples: NÃO ERA PRA SER. Simples assim, se não foi do jeito que eu quis que acontecesse, provavelmente não era a hora, ou não era o lugar, ou não era a pessoa, ou não era o trabalho. Aceitar e reagir. Duas atitudes que funcionaram pra mim e podem funcionar bem na maioria dos casos.

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Puxa a cadeira e escuta essa história da Alinne, (do Amo o que Faço) aproveita que hoje é sexta e dedica uns minutinhos no final de semana pra pensar sobre isso. Quantas vezes você já não ficou p*** quando alguma coisa não saiu do jeito que você esperava? Valeu a pena todo esse gasto de energia?

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Você se sentiu uma fraude esta semana?

Quantas e quantas vezes nos sentimos tristes, rebaixados, desanimados e lamentosos frente aos desafios da vida? Quantas vezes colocamos em dúvida as nossas qualidades, os nossos dons e aquilo que mais gostamos de fazer?

Pois é, sobram perguntas para mostrar quantas vezes deixamos de ter fé em nós mesmos, deixamos de ter fé na vida.

E como a vida é feita de histórias compartilho com vocês mais uma das minhas peripécias do mundo do trabalho. Não se assuste, já são 20 anos nesta jornada fascinante e desafiadora das experiências profissionais, rsrs!

Há alguns anos, fui convidada para trabalhar em um grupo empresarial e assumir a gerência de desenvolvimento organizacional. Foi logo depois da minha 1ª formação em coaching e eu estava eufórica e ao mesmo tempo na maior dúvida se aceitava ou não aquele novo desafio.  Pois bem, após inúmeras entrevistas, reuniões de alinhamento eu e a diretoria da empresa acertamos salário, benefícios, participação nos lucros, ou seja, todo aquele pacote “polpudo” que quase todo profissional sonha receber.

Lembro-me de termos acertado tudo em uma quarta-feira e eu iniciaria na terça-feira seguinte, após os exames médicos. Passei o final de semana comemorando com a família, quando, de repente, na tarde de domingo recebo uma mensagem da diretora da empresa me chamando para ir lá segunda de manhã. PEEEEEMMMMM, sinal de alerta ligado.

Confesso que fiquei confusa, desassossegada, meu corpo, minha intuição diziam que tinha alguma coisa errada e lá fui eu para a fatídica reunião. Chegando lá, fui super bem recebida pela diretora, que com muita delicadeza e um certo constrangimento me falou:

Alinne, tivemos uma reunião de diretoria na sexta-feira e foram tomadas duas decisões: a primeira era que eles não iriam fazer a aquisição de mais uma filial em outro estado e a outra era a minha não contratação! PARA TUDO! Fiquei desnorteada, me sentindo traída, desrespeitada, como assim? Estava tudo acertado, foram semanas de entrevistas, reuniões e alinhamentos.

Naquele dia, a diretora da empresa me deu um livro de presente e disse que esta leitura ia a me ajudar a entender aquele momento.

Demorei mais de um mês para abrir o livro, fiquei um mês processando os acontecimentos, me auto-observando e elaborando todo aquele mix de sentimentos. E quando abri o livro em uma página aleatória, eis a resposta:

“Por isso é urgente voltar às raízes da criação. É preciso despertar, com certa premência, as energias instintivas hoje adormecidas, fazendo brotar de novo as fontes da simpatia. Com todo esse caudal recuperado, o homem terá mais facilidade para entrar em uma vibrante comunhão com as criaturas e com o Criador, conjuntamente. O que certamente vai contribuir para enriquecimento integral da pessoa.”

Pá! Momento tapa na cara, rs! E foi com esta resposta que eu tive o estalo para resgatar a fé em mim mesma. De resgatar a minha autenticidade, as minhas potencialidades e o definir o que era realmente importante para mim. Naquele momento eu entendi o porquê eu estava me sentindo angustiada com aquela proposta maravilhosa e o porquê fiquei tão decepcionada.

Aquela proposta não era para mim, minha intuição, essência, o meu eu superior (chame como quiser) tinham outros planos.

Quando a gente começa a entender isso, tudo fica mais claro, é o voto de confiança na vida. A partir desse episódio coisas maravilhosas aconteceram, a principal delas foi a minha reconexão com projetos de educação e orientação profissional, inclusão de pessoas com deficiência e demais projetos de inclusão social e empregabilidade. Nada disso teria acontecido se eu não tivesse recebido aquele NÃO.

Hoje, só peço para que você se reconecte com o seu verdadeiro EU, e que deposite confiança total em você e na vida, pois, somente o melhor nos acontece.


Conte pra gente se vocês já sentiram assim alguma vez. Como foi?

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maio 29, 2015 2:56 pm

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