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CARTA ABERTA PARA O MEU CABELEREIRO

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“Não consigo dormir, ando tendo muita insônia, coisa que não tinha… Há dias estou sentindo vontade de voltar com a franja – lembra? Te falei!

Nessas horas de insônia, é um perigo, corro o risco de cortar a franja e o cabelo todo, a gente não mede as consequências quando tá agitada.

Tá, acho que aguento até amanhã, espero conseguir um horário na sua agenda ou me arrisco com a minha tesoura de cortar papel… Já fiz isso várias vezes e sempre dei graças a Deus do cabelo ser algo que cresce naturalmente…, ou eu teria me arrependido.

Sei que estamos no verão, essa franja vai grudar na minha testa onde eu vou fritar meus ovos de manhã, mas mulher é assim, quando bate o siricutico (já ouviu isso?) não tem jeito, nem camisa de força segura!

Estou escrevendo textão pra ver se o sono chega. Fiquei 1:30 com a Fernanda no telefone, fiquei emocionada, perdi o sono. Falamos da vida, da evolução da espécie, do orgulho que sentimos das nossas amigas…

É sério, vamos cortar essa franja! Esse era o motivo inicial do textão. 

Daqui há 17 horas, quando você responder essa mensagem, eu espero não ter feito um moicano eu mesma. 

Lembra quando você arrumava horário pra mim as 7:40 da manhã? Eu lembro! Não estou pressionando, mesmo porque eu pretendo dormir em algum momento do dia ou da noite… Mas… Se puder, eu vou aceitar, não estou na condição de criar atritos nessa hora da noite.”

UPDATE:

Essa carta não foi enviada por motivo de o cabelereiro não ser obrigado a ouvir ladainhas da sua cliente com insônia, no entanto, o contexto se desenrolou da seguinte forma:

Eu: Quero cortar a franja – 7:45
Ele: “Adiantei minha cliente, pode vir as 11:30” – 10:41
Eu: Já cortei, eu mesma, talvez eu vá só pra você acertar – 10:47

Isso é um exemplo clássico de um siricutico, que ataca de uma forma que eu não consigo aguentar, principalmente em noites de insônia e períodos de ansiedade. Cabelo é uma questão muito forte pra mim, mudo muito, corto, pinto, deixo crescer… Agora é a franja – a escolhida –  que eu amo desde sempre e já usei muito, vamos ver até quando vai durar essa temporada…

Vocês também são assim com seus cabelos? Já criaram uma relação de amizade com o cabelereiro? Eu fiquei 1 ano calada na cadeira do Cleyton, mas quando resolvi abrir a boca, jesus… rs

 

 

PS.: De franja à loira platinada – já experimentei de tudo!

 

(imagem por Karin Lasmar para o Beta Stories)

4 Comments

  1. Aline

    7 de fevereiro de 2017 at 11:40

    Ah! Vc é ótima!!!! Tem que mudar mesmo, afinal, cabelo cresce!
    Mostra o resultado do franjão!!! Tô doida pra ver!
    Bjos!

  2. Beta

    8 de fevereiro de 2017 at 09:16

    Mudar é preciso, mudar numa noite de insônia é fatal! kkkkk Beijos pra você também!

  3. Renata

    14 de fevereiro de 2017 at 14:55

    Você tá de franja????????? AMEI!!
    Amo franja e sou louca pra ter, mas não tenho coragem, acho que ficaria horripilante em mim.

  4. Beta

    15 de fevereiro de 2017 at 09:27

    Estou de franja, de novo, pode acreditar. Você vai ficar mais linda ainda de franja!

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