COMO FALAR EM PÚBLICO – SEGUNDO A MINHA PRÓPRIA EXPERIÊNCIA

By

Depois de ter vivido o céu e o inferno ao falar em público, acho que já posso compartilhar com vocês minhas experiências. O inferno foram meus 4 anos de Faculdade, período em que me lembro de mal ter aberto a boca, sequer para conversar com minhas amigas de curso. Acredito que muita gente da turma nunca ouviu a minha voz, pois mesmo na hora de apresentar um trabalho, eu permanecia muda, entrava em choque, de verdade, a voz sumia, as mãos suavam, o coração disparava. Tinha a sensação de estar com o rosto ardendo em brasa.

NÃO FALAR EM PÚBLICO NÃO É FRESCURA

Me incomodava mais a sensação de não estar participando, do que esses sintomas físicos, eu queria falar, compartilhar a minha opinião, mas não sei porque, não conseguia. No último semestre da Faculdade, optei por fazer meu trabalho de conclusão de curso em formato de Monografia, queria fazer sozinha e assim me obrigar a apresentar. Os dias que antecederam foram um verdadeiro drama, mas eu sobrevivi, a tal ponto que depois daquele dia um dos meus maiores objetivos era conseguir dar uma palestra, por 2 motivos: por falar pra muita gente e por viver a experiência de ter o trabalho reconhecido.

 A primeira palestra que eu eu dei me deixou apreensiva, tinha o fato do microfone, um auditório grande, eu estava emocionada com o tema… enfim, acho que era o medo do desconhecido. Depois vieram o convite para muitas outras, inclusive para uma palestra com 4 horas de duração, o que seria um grande desafio. Depois de ter me preparado, pensei: Se tudo der errado, eu começo a contar histórias! Naquela hora eu não sabia, mas estava criando um dos métodos que mais têm me ajudado ao longo dessa trajetória de falar em público: Criar narrativas.

Participo de muitas reuniões com muitas pessoas, estou muitas vezes na posição de aluna, noutras, de professora, as palestras continuam, todas são situações que me deixam expostas na condição de ter minha voz ouvida e, em nenhum desses casos, me lembro de ter sentido o pânico que sentia anos atrás.

Cada caso é, invariavelmente, diferente do outro, mas tenho alguns passos que sempre sigo e têm funcionado.

GUIA DE 8 PASSOS DE COMO FALAR EM PÚBLICO

  • Nunca, jamais, falo de alguma coisa que eu não conheça. Muitas inseguranças nascem quando a pessoa não tem familiaridade com o assunto e, decorar, pra falar em público, não funciona.
  • Minutos depois de receber qualquer convite, já começo a montar a narrativa na minha cabeça. Crio uma história com começo, meio e fim e só depois vou pro papel ou pro computador.
  • Não falo sobre dados e estatísticas ou qualquer dado que possa ser facilmente encontrado no Google, a menos que sejam interessantíssimos, o motivo é: 1) eu detesto ouvir qualquer pessoa lendo números  2) se eu consigo encontrar no Google, qualquer pessoa consegue
  • Tenho o maior cuidado com as minhas apresentações, nunca criei um template padrão, faço questão de entender o universo do público e levar imagens e conteúdos que estejam relacionadas aos seus ambientes de atuação, acho extremamente respeitoso.
  • Falo devagar, se esqueço alguma coisa ou fico confusa, respiro fundo, descontraio e tento retomar do ponto onde parei.
  • Faço muitas alusões com a vida real, por razões pessoais, pois adoro entender um conteúdo aplicado a uma realidade acessível, percebo que o público cria uma identificação maior.
  • Tento criar uma aproximação com o público através da empatia e de exemplos da minha trajetória pessoal.
  • Falo tudo o que sei sobre o assunto, tudo mesmo, conto todos os meus segredos, sou a mais verdadeira possível. O mesmo vale para o que não sei, se recebo uma pergunta que não consigo responder, falo abertamente que não sei.

Falar em público é prática. Como vocês reagem a momentos como esses?

PS.: A meditação também ajuda bastante na concentração! Tem post sobre Meditação aqui.

PS.: A ilustração veio daqui.

Tags:


,

julho 14, 2016 10:32 am

Comentários

2

Você também pode gostar....

Comentários

2

Posts que você pode gostar