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COMO FOI O MEU CARNAVAL 2017

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Se alguém tivesse me perguntado se eu queria o meu Carnaval com emoção ou sem, eu teria dito: Quero emoção, com parcimônia, se possível! Pois é, mas não foi bem isso o que aconteceu…

A minha folia começou uma semana antes da data oficial, no bloco Mamá na Vaca, um bloco super legal, que ainda não se agigantou, e foi o responsável por doses ultra-generosas dessa tal emoção que eu citei. Eu estava animada, estava tudo no início ainda, eu teria tempo e condições de administrar o que mais viesse…

Dois dias depois de me acabar no bloco, peguei uma gripe tão monstra que eu não sabia o que fazer além de me entupir de remédio. Trabalhei muito nessa semana, passei horas e horas num ar condicionado que só contribuiu para o aparecimento de febre, calafrios, olhos ardendo e uma voz rouca muito sedutora. E não, nada disso me desanimou de assistir o maravilhoso Chama o Síndico na quarta-feira. O bloco que só toca Tim Maia e Jorge Ben me levou pra Avenida com a maior gripe que você respeita. Foram litros de água, alunos queridos do meu lado e a bateria tocando fundo no meu coração. Coisa linda de se ver…

Na sexta, meu destino carnavalesco foi o mais inusitado possível. Rumei pra Campo Belo de manhã bem cedinho para resolver situações familiares e por lá eu fiquei até na segunda. Foram 3 dias inteiros atirada no sofá, dor nas costas, dor de cabeça, muito sono e um batuque sem fim dentro de mim… Eu queria estar no meio do povo, cantando aquela música que bate na alma e bebendo uma cerveja com amigos. Mas, né, nem sempre é possível acertar todos os ponteiros de uma só vez…

De volta a Belo Horizonte, meu destino não foi a primeira multidão que eu vi na frente, mas sim o pronto socorro do Hospital Felício Rocho, onde eu passei belas 5 horas entre raio x da face, do torax e um diagnóstico que me é tão comum quanto desanimador: Tudo inflamado e tudo congestionado. Mas nada que mais uma tonelada de remédios não desse jeito.

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Saí do Hospital e fui direto pra casa dos meus queridos vizinhos, de lá fomos pro Edifício Maleta comer alguma coisa e me senti de novo integrando a sociedade carnavalesca, ainda completamente zonza de tanta medicação, mas acho que estávamos todos assim, cada um com seus artifícios! rs

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Na terça-feira, último dia oficial antes das cinzas, eu não queria saber de gripe, de remédios, de nada, só de brilho e glitter, e alguma catuaba, se possível fosse. Catei a mesma roupa que eu já tinha usado no Síndico – porque todo ano eu juro que vou preparar fantasias originais e criativas, porém nunca faço nada -acrescentei um bocado extra de brilho nos lábios, e na ausência de um adereço de cabeça, usei meu próprio cabelo como tal. No final, quando me olhei no espelho, me senti muito amiga da Tina Turner.

Fui pro bloco, aliás, blocos, aqueles que ainda insistiram antes da chuva e do frio. Estive com amigas queridas e vi gente de tudo quanto foi tipo. O Carnaval é certamente uma experiência, principalmente para nós, brasileiros, que independente de qualquer problema, gostamos de nos jogar na folia, no suor e nessa alegria passageira, faça chuva ou faça sol. Ô povo feliz!

Embora o meu Carnaval tivesse sido o mais bizarro, longe de tudo que eu pudesse ter planejado, ele me deixou um gosto bom na boca, um aperto no coração e uma vontade de que 2018 chegue rápido, para que eu possa preparar fantasias originais e criativas, quem sabe tocar em alguma bateria e deixar essa energia me inebriar; tem outro jeito não, Carnaval é magia.

 

Como foi o Carnaval de vocês? Viveram boas experiências?

 

Até mais,

Beta

 

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