Relacionamento

Coragem, manas

photo5071179379899475930

O mundo é repleto de julgamentos, o tempo todo, já parou pra reparar? Não importa se vamos abrir um jornal ou revista, rolar a timeline do facebook ou do instagram, sentar numa mesa de boteco entre amigos, estaremos o tempo todo julgando as atitudes dos outros e tendo as nossas próprias julgadas também.

Ontem a noite, domingo, estava eu largada no sofá da minha casa, tinha acabado de ver um filme, peguei o celular e dois minutos depois já estava perdida em fotos alheias. Dentre um monte de conteúdo que me inspira, eu adoro ver perfis de fotos antigas, de memes inteligentes, de fotógrafos com olhares sensíveis e, sempre que vejo algo do tipo “uau” , eu salvo pra repostar ou servir de referência para algum trabalho futuro. Aconteceu isso ontem, vi uma foto incrível, de um casal se beijando numa parede qualquer, com um coração gigante pixado ao fundo. Eu me comovi na hora, pela cena apaixonada – pelo desejo de viver algo parecido –  e pelo coração gigante; quem me conhece sabe, amo o símbolo gráfico de coração, tenho 2 tatuados.

Postei no Stories do meu perfil no Instagram.

Não demorou muito e as mensagens começaram a chegar:

“Beta, é você?”

“Beta, você beijando uma garota?”

“Beta, você tá demais nessa parede, hein?”

E mais um monte de outros comentários…

A foto era essa: (Desse perfil aqui)

Captura de Tela 2018-04-09 às 20.54.54

Eu dei risada, desejei realmente que fosse eu, e depois me vi reflexiva por ter despertado tanto interesse/curiosidade/julgamentos aleatórios…

Dois dias antes desse episódio, minha prima comentou comigo que seu primo havia proferido o seguinte comentário:

“Será que a fulana acha que vai arrumar namorado postando essas fotos na internet?”

Para “essas fotos” entenda-se: Conteúdo interessante, autêntico, artístico.

É fato que não é a primeira vez que ouço coisas desse tipo, acredito que ela também não, mas em tempos onde estamos todos (eu, você, o vizinho, o colega…) buscando formas autênticas e genuínas de expressão, não soa um tanto quanto estranho?

Eu não gostaria de viver a minha vida presa em sapatos apertados, demorei um tempo pra entender e aceitar o meu papel no mundo, dou umas titubeadas aqui e ali, mas ainda quando me perguntam coisas – relativamente simples – como se eu quero ir ou ficar, se gosto ou não, se eu quero casar ou ter filhos, se eu estou apaixonada ou namorando, eu tento ser a mais verdadeira possível, isso pra mim é ser cool.

Cool, essa palavrinha pequena do inglês para a qual eu nunca encontrei um significado exato, tampouco um sinônimo exato, que talvez remeta mais a um estado de espírito, que a escritora americana Brenè Brown, definiu sabiamente:

“It takes courage to be awkward, goofy and silly”. 

(Na foto do topo estou com duas amigas, numa noite divertidíssima, achei a foto, ou melhor, o sentimento ali expresso, muito verdadeiro, alegre, e, claro, deveras cool.)

Para terminar, parafraseando Brenè mais uma vez: “Be cool you”, não importa o julgamento.

1 Comment

  1. Aline

    10 de abril de 2018 at 22:27

    Let’s be cool!!! Com ou sem julgamento! 😉

Leave a Reply