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2 Histórias emocionantes e caligrafadas

 

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No final de 2018, enquanto me recuperava de uma pequena cirurgia, tive a idéia de oferecer algumas caligrafias de presente, para os amigos que me acompanham no Instagram, e lancei as “não regras” no Stories…

Era só me dizer a palavra desejada e o porquê. Só isso.

Eu acreditei que fosse receber umas 5 histórias, no máximo, por isso nem me dei ao trabalho de dizer quantas faria. Eu recebi 60 mensagens, uma mais linda do que a outra, e, por isso, ficou muito difícil escolher apenas 1 ou 2 para caligrafar. Escolhi 30! Caligrafei e enviei de presente para os 30 amigos.

Fiz uma pequena galeria no Instagram com algumas das caligrafias e, por aqui, separei trechos de 2 histórias pra compartilhar com vocês.

Sobre Gratidão

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 “Vim de uma origem muito humilde, já passei fome, já dormi em barracos onde havia ratos, já vivi momentos de pânico por não aceitar que era negra, por tantos preconceitos, nunca aceitei o fato de ter cabelo crespo, já vivi um relacionamento abusivo por 3 anos, onde só existiu humilhação, já tentei tirar minha vida duas vezes, já perdi dois bebês quando encontrei o homem da minha vida, já perdi duas pessoas que amo, já desisti de muitas coisas, menos de continuar tentando! Mas hoje? Ah hoje… Hoje eu desfruto de todo o esforço e amor que plantei com apenas 24 anos. Hoje sou casada com o homem da minha vida, que me faz sentir amada e linda todos os dias, hoje eu sou mãe de uma garotinha que me ensina a ser cada dia melhor, hoje eu tenho um apê muito agradável, onde todos que recebo sentem uma vibe sem explicação de tão gostosa, hoje eu amo minha cor e minhas origens, hoje, literalmente hoje, 06/11/2018 eu me libertei e assumi meu cabelo afro – e não consigo parar de me amar.Hoje, quando olho pra trás e vejo tudo o que passei para chegar até aqui, a única coisa que sinto é gratidão.” – T.

Sobre Coragem

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“Em 2017 passei por um processo difícil de doença. Fiquei por 3 meses internada, 1 semana na UTI. Primeiro quase morri, e depois fiquei a ponto de perder a perna direita por causa de uma infecção. Nesse período fazia Faculdade e quase perdi o ano. Foi muito difícil enfrentar tudo isso. Foram 3 meses pensando na vida… Fiquei depressiva nessa época e depois que saí do hospital nasci de novo, aprendi a andar novamente. Valorizo tudo muito hoje, a vida, a independência… O escovar de dentes e tomar banho em pé e sozinha. Consegui concluir o curso e estou trabalhando. Busquei ajuda da psicologia e depois disso descobri um novo amor que foi a fotografia. (…) De um dia pro outro fiquei doente e depois reabilitei. Os médicos não entenderam o porquê, foi um momento de baixa imunidade. Tinha que passar por aquilo, foi bem doloroso, aprendi muito.” – P

 Para ver mais desse Projeto, aqui.

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