Histórias

JÁ PODEMOS MUDAR

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Vocês estão/são abertos às mudanças? Eu sempre fiquei inspirada por histórias de pessoas que, por mudarem o jeito de falar, agir, se comportar, pensar, acabaram por mudar significativamente alguns aspectos da vida. Pensei mais sobre isso depois de me deparar com um relato muito sensível, que agora compartilho com vocês.

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Estou o tempo todo lidando com mudanças.

Às minhas próprias, que são muitas e complexas, às quais tento administrar com alguma clareza e discernimento. Sei que muitas vezes consigo, muitas vezes não, mas o desejo é sempre enorme, eu quero sair de qualquer lugar que me cause desconforto ou estranhamento. Preciso evoluir tem sido minha frase/mantra desde que percebi que ninguém pode fazer nada por mim, a não ser eu mesma, que nenhum ser humano dessa galáxia, incluindo meus pais e melhores amigos, podem fazer absolutamente nada para mudar minha condição, seja ela qual for. Podem me dar conforto, colo, palavras acolhedoras, ou não, mas jamais, nunca, em tempo algum, serão responsáveis pela minha felicidade ou infelicidade.

Atendo clientes que, invariavelmente, querem sair de um ponto e chegar em outro. Me procuram justamente porque estão desconfortáveis no lugar em que se encontram, precisam de um novo posicionamento. Assim tem sido nos últimos 4 anos, desde que abracei o trabalho de Consultoria de Branding. E, não me recordo, talvez porque não tenha de fato acontecido, 4 anos nem é tanto tempo assim, de ter atendido um cliente sequer, que tivesse nadando no mar do conformismo, sem qualquer desejo de mudança.

Já lecionei pra diversos alunos, em vários cursos diferentes, meu maior desafio, do primeiro ao último dia de aula, é fazer com que eles ampliem suas percepções, que aprendam o conteúdo com sentido e aplicabilidade, mas, sobretudo, que terminem o curso diferentes e melhores. Sei que não consigo isso 100% das vezes, tampouco com todos eles, mas esse é o meu objetivo toda vez que boto meu pé numa sala de aula. Faço isso porque sou a prova viva das consequências benéficas das mudanças pelas quais passei, assim como vivencio essa mesma realidade com meus clientes. Não posso negligenciar isso.

Ainda bem, pessoas, me incluo aqui, querem mudar, estão sedentas por mudanças.

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Foi então que, dia desses, visitando pela primeira vez o perfil do meu Advogado nas mídias sociais (nota: a gente só conversava formalmente por mensagens) me deparei com um relato que traduz, de forma clara e didática, o que eu acabei de descrever aqui.

Devidamente autorizada, segue o repost, ou melhor, o relato e o diálogo do Bruno com a Lívia, sua filha de 6 anos:

Seis anos se passaram e zás!, o jardim de infância ficou para trás. Parece que foi ontem quando ela ainda cabia deitadinha com a cabeça apoiada na minha mão e as pernas enganchadas no meu antebraço. Dormia assim muitas vezes, enquanto eu andava para lá e para cá cantarolando. Hoje ela é mocinha. Cresceu e não precisa mais de colo para dormir. No máximo de uma luz acesa de través, só para garantir.

Perguntada sobre o que quer ser quando crescer, respondeu: “Artista [plástica] de dia e dançarina de noite”. Há pouco tempo dizia que seria veterinária, inspirada na Carol. Acho que desistiu porque tem nojinho de muita coisa que veterinários precisam fazer. Ou então porque tem tendências artísticas mesmo. O importante é seguir o sonho e o dom, e estar de bem consigo mesmo para mudar. Porque as pessoas mudam. Isso foi ela quem me ensinou. Certa vez saiu, aqui em casa, uma fornada de pão de queijo. Chamei-a para comer, mas ela não veio. – Por que não vem comer, Lívia?
– Não quero.
– Mas logo você que gosta tanto de pão de queijo?
– Não gosto mais.
– Como não gosta mais? Até ontem você adorava.
– As pessoas mudam, Bruno. As pessoas mudam.

Ela de fato mudou. Cresceu. É a mesma, só que diferente. Tem até diplominha agora. E pela frente um mundo inteiro para viver.

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Enquanto isso, nós, adultos, cultivamos medinhos e milhares de inseguranças.

Que sejamos mais como a Lívia, completamente segura e destemida, no alto dos seus 6 anos. E olha que desistir de pão de queijo nem é tão fácil assim, hein?

 

Obrigada por compartilhar, Bruno.

 

Com amor,

Beta

 

(Fotografia de Henderson Moret para o Beta Stories)

1 Comment

  1. Julia

    31 de julho de 2017 at 20:40

    Desistir do pão de queijo é complicado! Mas é isso mesmo, se mudanças são boas ou ruins, só descobrimos depois! E sempre nos surpreendemos! Tanto para o bem quanto para o mal. O fato é que desde que nascemos estamos mudando! E não podemos nos acovardar das necessidades da vida!! Da NOSSA vida!! Vai com FÉ amiga!!!!😘😘

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