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Minhas 30 horas em São Bartolomeu

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Acordei cedo no ultimo sábado, encontrei com meus amigos/vizinhos no apartamento deles, três andares abaixo do meu, tomamos um café moído e coado na hora, acompanhado de cuscuz com manteiga, colocamos as bagagens no carro, e saímos rumo a São Bartolomeu.

Eu nunca tinha ouvido falar do vilarejo de 150 habitantes, distrito de Ouro Preto, que fica a menos de 2 horas de Belo Horizonte.  Quando recebi o convite para passar o final de semana por lá, não hesitei em aceitar.
Chegamos na pequena vila por volta das 9 horas da manhã, e em menos de dois minutos, já estávamos na casa que nos acomodaria de Sábado para Domingo.

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A chegada foi comemorada com uma garrafa de vinho, tomatinhos frescos foram colhidos do quintal, e muito queijo, inclusive um parmesão que estava sendo curado ali mesmo. Foram várias horas de conversa preguiçosa, mole, enquanto a chuva caía do lado de fora e deixava a paisagem ainda mais melancólica.

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O almoço foi servido e eu perdi a linha. A comida estava tão gostosa, mas tão gostosa, que eu comi um exagero e não consegui me manter em pé. Aproveitei o silêncio e o escuro do quarto pra dormir um sono que eu não dormia há tempos: literalmente em paz.
A noite foi novamente em rodas de conversas, com mais amigos, mais pão, vinho e queijo.
Mais sonolência descontrolada.

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Domingo chegou manso, com bolo e café quentinho na mesa posta.
Após o café, fomos passear na vilinha. Visitamos a casa da árvore que a mãe do meu amigo está construindo – parece casa de brinquedo, mas não é, ela vai morar lá, imaginem… Passamos na única micro cafeteria local, na rua principal, e tomamos outro cafezinho demorado. Existe uma loja de doces ao lado da cafeteria que eu diria que é um pequeno oásis no centro do vilarejo.

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A produção de doces caseiro é o que move a economia de São Bartolomeu. O melhor, na minha opinião, é o doce de leite queimado. Ele é mais consistente do que o doce de leite tradicional, mais escuro e menos doce. 3 potes de doce vieram para Belo Horizonte comigo.
O almoço de domingo teve arroz, feijão, tomatinhos frescos do quintal, claro, carne de porco, jiló, e a melhor torta de milho que eu já comi na vida – a torta de milho da Tia Iêda.

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Depois da siesta no sofá, em silêncio, apenas contemplando a paisagem restrita da janela, foi hora de voltar pra casa.
Obrigada, São Bartolomeu, foi tão leve, tão bom!

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