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(SÉRIE BUENOS AIRES) LIVRARIA EL ATENEO E UMA GRANDE COINCIDÊNCIA

 

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Por mais que eu tenha evitado conscientemente todos os pontos turísticos badalados de Buenos Aires, a fim de me sentir uma local, não deixaria de visitar a Livraria El Ateneo por nada nesse mundo; considerada pelo jornal britânico, The Guardian, como a segunda livraria mais bonita do mundo. Livrarias são um dos lugares que mais gosto de estar, gastar o tempo… Respirar o mesmo ar desse monte de história me faz sentir muito viva.

A Livraria El Ateneo ocupa o lugar do antigo Teatro Grand Spendid, construído em 1919, com 4 fileiras de palco e uma platéia para 500 pessoas. Hoje, a Livraria possui 120 mil livros em estoque e recebe cerca de 3.000 pessoas por dia. Números tão suntuosos esses me fizeram esquecer da vida por algumas horinhas e, sem imaginar, viver uma das mais agradáveis coincidências de todos os tempos.

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Assim que cheguei de Buenos Aires, uma amiga disse que havia acompanhado a minha viagem pelas fotos que eu postei no Instagram (aqui!). Que, pelo sentimento das imagens e relatos, ela se lembrou de um livro que expressava exatamente o que eu estava vivendo lá. Ela havia, inclusive, providenciado uma cópia dessas passagens do livro para me dar.

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“Você toma café sozinha, sentada na varanda.

Observa as pessoas passando por você, as famílias, as crianças brincando, a moça imersa em um livro, o turista perdido procurando o caminho, o homem com pressa correndo pra pegar o ônibus, as folhas de cerejeira espalhadas pelo chão.

Você não tem nenhuma razão específica para estar ali: não tem nada marcado com ninguém. Nem outro compromisso. Ficará o tempo que bem entender, e partirá quando tiver vontade. A sua vontade, e nada além disso, ditará o que vai fazer e como fará. Há algo de arriscado, e portanto delicioso, sobre essa liberdade.

Você é anônima na cidade, sem identidade, idade ou profissão. Pode retomar o controle da sua vida. Sentir a pulsação do seu coração, respirar, ouvir a si mesma. Não fazer nada, fazer de tudo. Saborear esses momentos roubados. Eles ajudam a organizar os pensamentos, e pertencem exclusivamente a você: você é a única responsável pela sua vida.”

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O livro em questão se chama Como ser uma Parisiense em qualquer lugar do mundo. Eu não conhecia esse livro, nunca tinha ouvido falar. Logo que entrei na Livraria El Ateneo, divagando pelas milhares de estantes repletas de livros, eu me agachei e peguei um livro, completamente ao acaso, folheei, olhei algumas imagens e o coloquei de volta. Depois, analisando essas fotos, percebi que, coincidentemente, o primeiro livro que eu havia pegado, era exatamente o livro que minha amiga estava se referindo.

Eu me arrependi de não tê-lo comprado, pela coincidência, e por realmente ter me visto ali naquelas passagens.

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*OS PARADOXOS*

* Ela dá bom dia a todo mundo, mas não quer conversar com ninguém.

* Ela come pizza de quatro queijos, e depois usa adoçante no café.

* Ela compra sapatos muito caros e nunca manda engraxar.

* Ela é insuportável, mas fica surpresa quando toma um pé na bunda.

* Ela faz o pé toda semana, mas usa um sutiã que não combina com a calcinha.

* Ela fuma que nem uma chaminé quando viaja para fora da cidade para respirar ar puro.

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Eu espero ter a oportunidade de voltar em Buenos Aires num futuro não muito distante, e passar, pelo menos um dia inteiro desbravando essas estantes e olhando encantada para cada canto dessa livraria/teatro. Vocês, que já estiveram em Buenos Aires, conhecem a Livraria El Ateneo? O que acharam desse lugar?

 

Com amor,

Beta

 

(Imagens por Henderson Moret para o Beta Stories)

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