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TERAPIA: MEU FUTURO SÓ DEPENDE DE MIM

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por Mariana Correa

Você tem preconceito com a terapia? É incrível como, em 2017, ainda deparamos com pessoas que torcem o nariz para o tratamento. Sim, a terapia é um tratamento….

Sempre fui uma pessoa ansiosa, por isso mesmo, desde cedo lidei muito bem com o fato de ter que recorrer a um especialista. Apesar disso, confesso que, hoje, enxergo como a maturidade me ajudou a aproveitar meus momentos com o terapeuta. Acho que passei pelas várias fases de uma terapia. Por anos, eu ficava apenas na seção lúdica, onde, enquanto brincava de Barbie, era analisada sem perceber. Nessa mesma época, eu simplesmente não conseguia imaginar como aquele momento podia se resumir a uma conversa “cara a cara”. A poltrona me assustava. Relutei até entender que, como tudo na vida, o tratamento também tinha que evoluir.

Remar contra a maré nunca é tarefa fácil. Mais difícil, eu diria, é tomar consciência do papel que desempenhamos no mundo. O imediatismo e instantaneidade que perpetuam, atualmente, em todos os âmbitos da sociedade, muitas vezes, nos fazem apenas seguir em frente, dotados de pressa e isentos de qualquer autonomia.

O ter que, constantemente, cumprir metas, horários e planos, criam uma ilusão de que estamos em perfeito estado de controle da nossa jornada. Entretanto, esse fluir, que de natural nada tem, uma hora sufoca. É aí que as pessoas piram, as salas de espera dos psicoterapeutas enchem e o questionamento aparece: será que vale à pena? Será que vale à pena essa pressa sem limites? Será que é preciso esperar o balde entornar para procurar ajuda?

Defendo, sem sombra de dúvidas, a psicoterapia. Ter alguém pra te escutar, sem julgamentos, é uma delícia e recomendo a qualquer pessoa que experimente. Mas, apostar todas as suas fichas nela, esquecer que a gente deve se esforçar, é um erro. Não adianta levar a semana inteira no mesmo ritmo e esperar pelo encontro no divã. Confiar o futuro às próprias ações é o primeiro passo para aceitar o que vier. Não funciona esperar que as coisas melhorem se não existe esforço para isso. É dessa maturidade que estou falando.

Hoje, tenho uma enorme consciência de quem eu sou, de quais são minhas fraquezas e de onde elas vêm. Isso eu adquiri me doando por completo aos meus encontros semanais na terapia. Claro, os profissionais que me acompanharam foram muito competentes, mas é comum encontrar pessoas que acham que a solução vem junto com o pagamento da sessão. Não, não é unilateral. Não, não é mágico. Muito pelo contrário, é doloroso, demanda força de vontade e disposição para se abrir. Mas é o caminho.

Muitas pessoas tem preconceito com terapia e até consideram frescura ou “coisa de louco”, mas é um momento tão maravilhoso que só quem faz sabe! E ele deve ser bem aproveitado. A mesma pessoa que tinha aversão ao divã e que vos escreve está aqui para dizer que nada melhor que nos despirmos dessas bobeiras e encarar o tratamento psicológico como qualquer outro tratamento.

Que passemos por doidos se preciso, mas cuidemos de nós mesmos.

E você, já frequentou um terapeuta? Ou faz parte do time que não pode nem ouvir falar do assunto? Quero saber de ambas as histórias!

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