UNIFORME: VOCÊ USARIA A MESMA ROUPA TODOS OS DIAS?

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Outro dia me deparei com este artigo, sobre uma Diretora de Arte de Nova York que há mais ou menos 3 anos usa a mesma roupa para ir trabalhar, e fiquei um tempo pensando sobre o assunto. Como é engraçado quando a gente é obrigada a usar uniformes, nós os odiamos, mas se pararmos pra analizar bem, eles podem ser incrivelmente práticos, úteis, e economizadores de tempo.

Matilda, essa moça corajosa, percebeu isso depois de uma daquelas manhãs de pânico que todas nós mulheres temos na frente do armário. Eu frequentemente vivia (e ainda vivo, agora menos) esses ataques na hora de me vestir.

 

Por vezes o motivo era achar que não tinha roupa, outras era estar me sentindo gorda, outras inadequada, e por aí mais um monte. Isso me tomava um tempo precioso, levava boa parte da energia que eu ia precisar ao longo do dia, e consequentemente o humor. Afinal, não tem coisa pior do que sair de casa logo cedo já incomodada com alguma coisa…

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A escolha da Matilde foi certeira: Calça preta, camisa de seda branca, e um delicado laço de fita no pescoço. Ela comentou que essa decisão despertou o interesse e a curiosidade de muita gente, e achava isso estranho, sendo que há muito tempo, pessoas usam ternos para trabalhar diariamente e ninguém questiona.

Eu só sei que coincidência ou não, estou nessa mesma vibe. Continuo com o olhar de admiração para moças que usam a moda e a criatividade ao seu favor. Eu acredito que moda é comunicação, sempre acreditei, tanto que fiz disso minha profissão durante muitos anos. Eu tinha o maior gosto de pensar em combinações inusitadas dentro dos meus padrões, estilo, e atividades. Amo garimpar, até hoje, me sinto uma vitoriosa quando encontro algum ítem com custo x benefício x informação de moda atraentes. Planejava Coleções inteiras como quem vai ali tomar um café e volta. Na maior naturalidade e desenvoltura.

Mas depois de viver uma vida completamente consumista desenfreada, depois de conseguir lotar armários e mais armários de roupas, depois de trabalhar fazendo roupas e levando pra casa todas as coleções, parece que meu cérebro entrou em estado de fadiga crônica na hora de escolher o que vestir. O resultado foi um desapego gigantesco no POMAR (quem lembra?), seguido de uma doação gigantesca para uma Instituição daqui de Belo Horizonte. Hoje meu maior desejo é manter duas portas de armário com peças que eu ame de verdade, e usá-las todos os dias, sem medo de repetir. Usar pra trabalhar, sair, ir no supermercado, só variar os detalhes. Eu continuo gostando de exercitar a criatividade, neste caso, com poucas peças, acho que o desafio é ainda maior.

O meu guarda roupas dos sonhos hoje, seria mais ou menos assim:

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Poucas e ótimas peças, por que eu ando com gastura extrema de entulho, de gavetas abarrotadas, de comprar coisas e não usar, de acreditar que uma peça combina comigo durante a TPM, e anos depois encontrar a bichinha com etiqueta no armário. Não posso nem pensar…

Estou há muito tempo sem comprar nada pra mim, vivendo um detox profundo e necessário, tentando ainda entender o que vale a pena, mas sobretudo, o que realmente me identifica.

Tenho certeza absoluta que vocês em algum momento já entraram em crise diante do armário. Como foi? Como vocês lidam com isso? Têm alguma peça “uniforme”? Teriam a coragem da Matilda?


 

Aqui tem a história de um apresentador que usou a mesma roupa por 1 ano e ninguém percebeu.

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abril 21, 2015 1:25 pm

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