Vida Real

Querido Diário

Depois de mais de dois meses sem esticar o tapete de yoga, hoje, quinto dia do ano de 2021, criei coragem e vergonha na cara. Acordei cedo e fui me mexer um pouco. Meu corpo, ainda adormecido, não mostrou um rendimento maravilhoso, o que era de se esperar. Embarquei numa meditação cheia de pensamentos conflituosos mas ainda assim permaneci quieta, por um tempo, tentando encontrar meu lugar de paz interior, até o momento em que abri os meus olhos e vi um par de olhos me olhando de volta, um sorrisinho malandro e certa astúcia ao se mover. Uma criatura estava me olhando fixamente nos olhos. Tão normal quanto tomar uma xícara de café é ter um gambá como companhia na meditação, isso mesmo, um gambá. Não pude evitar o susto. Os movimentos bruscos e desajeitados para me levantar do tapete acabaram mandando a minha meditação de volta para a intenção e o gambá de volta para o reino dos bichos mais feios do mundo.    Que bicho horrendo, meu deus.


Desejo de Ano Novo (e Sempre)

  O que eu desejo pra você é o mesmo que quero pra mim: Que os nossos vazios existenciais sejam preenchidos com amor e propósito, que a nossa arte toque o coração das pessoas, que os nossos pesadelos se tornem campos floridos de esperança e que os nossos dias sejam repletos de inaladas intencionais e conscientes.