sobre ela

Eu sou o meu próprio mundo/O que faço não tem nome/O que sinto não tem cheiro/Se algum dia fui alguma coisa/Já não reconheço/O sino badala a recordação/Do que nunca foi


Eu sou o meu próprio mundo/De lugares que nunca fui/De sabores que nunca provei/De palavras que nunca disse/O andar vago e lento tampouco mostra/A velocidade do que não é


Eu sou o meu próprio mundo/De atitudes umbilicais/De artes claras e rasas/De todas as dores e amores/Da carga genética regenerada.


Eu sou o meu próprio mundo/O mundo que eu escolhi mundar/Onde nele só cabem o amor e o desassossego/O amor de amar demais/E a medida não saber como dosar


beta maia.